Este trabalho tem por objetivo analisar o papel das anáforas indiretas nominais definidas e indefinidas em narrativas afiliadas ao lendário amazônico, tendo em conta a forma de construção de determinados referentes e o modo como o produtor textual (re)categoriza os personagens-tema e eventos ligados a estes. Para este estudo, tomo como referencial teórico as postulações de Apothéloz (1995, 2003), Cavalcante (2003), Cunha Lima (2003), Kleiber (2001), Koch (2002a, 2002b, 2004, 2006), Koch e Elias (2009a, 2009b), Marcuschi (2007), Mondada (2005), Mondada e Dubois (2003), Moura (2013, 2016, 2017a, 2017b, 2018), Schwarz (2000), Tomasello (2003) e Van Dijk (1977). As análises realizadas apontam para o fato de que os referentes, nas histórias em análise, são instáveis e dinâmicos, já que são constituídos tanto por estabilidades/instabilidades sociodiscursivas, quanto por estabilidades/instabilidades sociocognitivas quando mobilizados na atividade textual, especificamente no que diz respeito à forma como são  (re)categorizados nos diferentes contextos nos quais estão situados e fazem sentido. 

Heliud Luis Maia Moura

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